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Construção civil descarta compromisso de manter empregos, mesmo com incentivos

04/12/2008 - 13h03  
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O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady Simão, descartou qualquer compromisso do setor de garantir empregos, mesmo com os incentivos oficiais concedidos para o enfrentamento da crise global que também tem atingido a economia brasileira.

“O setor está disposto a produzir, já que tem esses recursos. Ele mantém o emprego que ele pode produzir. O setor está disposto a produzir na medida que ele tem esses recursos. Não tem pacto”, disse.

Ele enfatizou que a construção gerou neste ano 310 mil novas vagas, muito mais do que outros setores da economia, e citou que enquanto o desemprego no país chegou a 7,5%, no setor ficou em apenas 4,4%. Para ele, se o governo continuar investindo na construção a tendência é que o emprego aumente.

Mesmo tentando mostrar otimismo, Simão não descarta dificuldades pela frente com a redução de recursos para o setor já que haverá queda prevista na arrecadação do governo e no financiamento externo. Ele discutiu alternativas como ministro Guido Mantega para agilizar o andamento de obras públicas, incluindo as que fazem parte do Programada de Aceleração do Crescimento (PAC).

“Vamos trabalhar, agora, com obras públicas, incluindo o PAC. Acho que o governo tem grande responsabilidade no ano que vem e em 2010. A partir do momento em que as obras imobiliárias vão sofrer redução, o PAC e as obras terão uma importância em 2009 e 2010 para segurar a economia e o setor”.

Leia a notícia na íntegra no Agência Brasil




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